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Quando Deus muda a qualidade das nossas perguntas.

Atualizado: 5 de nov. de 2022


Perguntou-lhe Deus: Quem te fez saber que estavas nu? Comeste da árvore de que te ordenei que não comesses? (Gênesis 3.11)


Tema inspirador, que nos faz refletir a respeito da trajetória de vida frente à vontade de Deus. Viver é pressão, algo intrínseco à nossa existência, especialmente na sociedade moderna. A Bíblia revela: no mundo tereis aflições (João 16.33). Como resolver? A Bíblia também revela: tenha bom ânimo, porque Jesus venceu o mundo.


A vida de Paulo foi pressão o tempo todo: combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé (2 Timóteo 4.7). Sob pressão, na estrada para Damasco, fez as perguntas corretas: quem és tu, Senhor? que farei, Senhor? (Atos 22.8-10). Nascer e viver trazem consigo, de forma natural, pressão.


Sob pressão, é importante descobrir a pergunta certa. Albert Einstein disse: “se você quer mudar a qualidade das respostas, mude a qualidade das perguntas”. Perguntar de forma correta é solução, e Deus mostra isso de maneira abundante na Palavra. No Éden o Pai perguntou a Adão a respeito da nudez e do fruto proibido (Gênesis 3.11). Pressão!


Quem pressiona você? Quem faz perguntas erradas a você? Quem disse que sua vida não tem valor, não tem êxito, não é preciosa? Pressão!


Tanto o Pai, quanto o Filho, tiraram pressão por meio de perguntas acertadas: Erguendo-se Jesus e não vendo a ninguém mais além da mulher, perguntou-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? (João 8.10).


Jesus não acusou, condenou ou humilhou, antes livrou com as perguntas corretas, no momento exato, de modo amoroso. Levou os acusadores à reflexão. Assim, também, aconteceu com Jó quando Deus tirou pressão demonstrando a condição humana frágil diante de sua grandeza como criador.

A partir daqui podemos tirar duas importantes lições:


A qualidade das perguntas determina a qualidade das respostas.


Nosso relacionamento com Deus deita alicerce sobre esta premissa: a qualidade das perguntas que fazemos a ele. Me equivoco ao questionar o porquê de a minha vontade não ter sido feita, ou mesmo ao achar que ele sequer me ouviu. Vou bem ao perguntar: Pai, do que o Senhor me livrou?


Imagine José questionando amargurado: por que o Senhor deixou que eu fosse vendido como escravo? Por que ajudei dois prisioneiros e eles se esqueceram de mim? Pelo contrário, José disse: do que o Senhor me livrou? Da fome. Quais seus planos para mim? Salvar o povo de Israel. O que o Senhor quer que eu faça? Seja governador de todo o Egito.


Deus responde nossas perguntas com perguntas.


Jesus era mestre no método denominado Socrático. Respondia perguntas com perguntas. Deixava acusadores perdidos. Levava-os à profundidade de pensamento. Ficavam desnorteados. O batismo de João era do céu ou dos homens? Respondei! (Marcos 11.30). Não conseguiram.


Como aplicar tudo isso em nossa vida?


Gratidão por todos os livramentos de Deus, assim como José foi grato a seus irmãos perversos. José agradeceu porque mesmo sem plena consciência, naquele ato maldoso, eles iniciaram lindo plano de Deus para a salvação de Israel.


Aos 26 anos, desisti da carreira militar como capelão. Dei ouvidos à voz do Senhor. Não há arrependimento, senão gratidão por toda caminhada. Aqui está aplicação prática de gratidão. O que farei, Senhor? Do que me livraste?


Portanto, que tenhamos discernimento para elaborar as perguntas certas diante de Deus quando estivermos sob pressão.


Quem crê e recebe diz: em nome de Jesus, amém.



Sermão ministrado na 2ª Igreja Presbiteriana Independente de Londrina - PR, Filadélfia, na manhã de 6 de março de 2022. Resumo por Paulo Povedano.


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